Eu e o Lirismo na Prisão
eta!
o lirismo me aprisionou.
eta! eta! eta! eta!
o lirismo está interrogando,
torturando-me em busca
das loucuras preciosas,
que se fazem preciosas
diante de um olhar louco.
um olhar louco-sábio,
puro, simples, humano.
o lirismo vendou meus olhos;
os olhos que me fazem ter medo.
olhos que quando estão abertos
obscurecem a visão dos meus sentimentos.
o lirismo vendou meus olhos
para que eu possa descrever-lhe
aquilo que não se vê em mim,
aquilo que faz parte de mim.
o lirismo vai me afogar.
quer simular e acentuar
a agonia do meu dia-a-dia
para que me torne irracional, instintivo,
e lhe confesse tudo,
sem mentiras, sem branduras, sem cuidado algum
não sabe ele que estou farto de dores!
não sabe ele que a dor não é minha inspiração!
não sabe ele que sou mais forte do que isso!
não sabe ele que estou no controle da situação!
não sabe ele que em breve vou aprisioná-lo;
e usá-lo, explorá-lo, discerni-lo, dividi-lo!
Wesley Rezende
Seção Poema — Eu e o Lirismo na Prisão
quinta-feira, 14 de abril de 2011 § 0

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- Author: Wesley Rezende
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